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terça , 12 de dezembro de 2017
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IF Goiano – Campus Ceres paralisa suas atividades contra PEC 241

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O Instituto Federal Goiano – Campus Ceres paralisou suas atividades nesta terça-feira (13 de setembro) e continuará paralisado até quarta-feira (14 de setembro). A paralisação foi definida após reunião em assembleia de professores e técnicos administrativos nesta segunda-feira (12). O motivo é a votação, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda Constitucional 241/2016, proposta pelo Governo Federal em junho deste ano.
Caso seja aprovada, a PEC 241 irá congelar investimentos públicos por 20 anos, inclusive nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. De acordo com notícias veiculadas por alguns sindicatos e universidades, a medida seria o suficiente para provocar o fechamento de cursos em Universidades Federais e até mesmo exigir que sejam cobradas mensalidades dos estudantes, para manutenção da infraestrutura.

Além disto, há o risco, em todo o Brasil, do fechamento dos novos campus de Institutos Federais, recém-criados, pela falta de recursos para concluir obras, comprar equipamentos e móveis. No caso do IF Goiano – Campus Ceres, poderão ser comprometidas até mesmo verbas para custeio dos estudantes, como de alimentação e bolsas de permanência. Neste caso, seriam atingidos diretamente estudantes de distantes regiões de Goiás e de outros estados, que precisam do auxílio do Instituto para se manter.

Atividades – Na manhã desta terça-feira (13) os professores e administrativos promoveram reuniões com os estudantes dos cursos técnicos e superiores, para apresentar a eles os problemas e deixá-los a par do que está acontecendo. Muitos estudantes sequer imaginavam que a própria trajetória acadêmica poderia ser afetada pelas medidas.

Para amanhã, quarta-feira (14 de setembro), está prevista uma passeata no centro de Ceres, a partir das 07h30, com participação de servidores do Instituto e dos estudantes. O objetivo será levar ao conhecimento da população os riscos que correm a saúde pública, a educação e demais serviços de obrigação do Governo, que poderão ser comprometidos durante 20 anos.




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