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sábado , 23 de setembro de 2017
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Por que o papel higiênico — quase sempre — é branco?

Fonte da imagem: Shutterstock

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Além de remeter mais fortemente à limpeza, existem outros fatores pelos quais esse produto é assim atualmente.

 

Quem nasceu nos anos 1970 ou 1980 é capaz de se lembrar do papel higiênico em outra cor, que também tinha disponível aqui no Brasil: o cor-de-rosa! Além dessa tonalidade, esse papel era “suave” como uma lixa. Ao seu lado nas prateleiras dos supermercados, se encontravam outros tipos de rolos acinzentados e algumas marcas do branco, bem mais caro comparado aos outros na época, mas muito mais macio.

Porém, felizmente, tudo mudou e atualmente a maioria dos papéis higiênicos é branquinha como a neve. Temos ainda a opção de escolher os de folha simples, folha dupla, perfumado, sem perfume, com desenhos em relevo etc. Mas até chegar a essa gama de variedades, nós demoramos algum tempo.

Um pouquinho de história

Timticks

Atribui-se a invenção do papel higiênico aos chineses já no século II a.C., porém o inventor norte-americano Joseph C. Gayetty foi a primeira pessoa a realmente comercializar o papel higiênico nos Estados Unidos, por volta de 1857.

O papel em rolo só viria mais tarde, em 1880, quando os irmãos Scott iniciaram a venda do papel na forma enrolada e empacotada. Porém, eles vacilaram em não registrar qualquer tipo de patente e a glória acabou indo para Seth Wheeler, de Albany, Nova York. Ele obteve as patentes, registrando ainda as ideias de perfurar o papel, colocar o tubo e ainda dos suportes para segurar o produto.

Voltando às cores dos papéis, em meados do século 20 passou-se a colorir os produtos nos Estados Unidos, pois as donas de casa da época queriam que o papel combinasse com a decoração do banheiro. A popularidade desse estilo alcançou seu auge nos psicodélicos anos 1970, mas foi diminuindo gradativamente até hoje.

Mas porque hoje quase só tem branco?

Shutterstock

Há várias razões para isso, mas uma das principais pela qual o papel higiênico é branco é porque ele parece mais limpo do que os tons amarronzados naturais que o papel tinha antes de ser branqueado. Afinal, se você se deparasse com um papel higiênico com uma tonalidade marrom (de fábrica, que fique claro), você usaria?

É claro que, no desespero, as pessoas são capazes de usar o que tiver disponível. Mas se você tivesse a opção de escolher, provavelmente o branquinho viria em primeiro lugar. O consenso entre os fabricantes de papel higiênico, como a Kimberly-Clark, que tocou nesta questão, é que as pessoas sempre escolhem o branco em um nível até intuitivo, segundo várias pesquisas realizadas.

Mais suave ao toque

Além de remeter à limpeza, há outros fatores pelos quais quase só se encontra papel higiênico branco hoje em dia — algumas empresas lançaram rolos coloridíssimos com tonalidades fortes (vermelho, azul, verde, amarelo, rosa-choque), mas a moda ainda não pegou, por enquanto.

Voltando ao branco, para começar, este tom não é apenas uma escolha estética, pois a cor branca do papel é geralmente obtida por um branqueamento industrial que pode ainda deixa-lo muito mais suave. Mas, como isso acontece?

O processo de branqueamento é realizado para remover a lignina, um polímero da madeira que, entre outras funções, serve como uma “cola” para manter as fibras unidas, fazendo com que a árvore fique mais rígida. Sem ela, uma árvore nunca alcançaria uma grande altura.

Além da maior suavidade, remover a lignina também adiciona uma quantidade significativa de vida útil para o papel. Por exemplo, se você já viu um jornal velho, você pode notar que o papel começa a amarelar à medida que ele envelhece. Esta ação é devida à presença de lignina no jornal. Dessa forma, é claro que, se um papel higiênico amarelasse com o tempo, ele não iria vender muito.

Questão ambiental

Por isso, essas são algumas das razões pelas quais muitos fabricantes branqueiam o papel higiênico. Além disso, existe a questão ambiental. Os corantes têm um grande impacto no meio ambiente, assim como também tendem a serem agentes causadores de irritações na pele de algumas pessoas. Dessa forma, a melhor maneira de cortar esses problemas pela raiz é não colorir os papéis.

Porém, todos nós sabemos que se a indústria visse uma mudança de tendência que fizesse com que um papel higiênico estampado em várias cores fosse vender a rodo, é claro que ela não hesitaria em usar corantes e agredir a natureza. Então, você também pode imaginar que talvez a principal razão pela qual a maioria dos papéis hoje é branca tem muito a ver com dinheiro.

Como as pessoas atualmente já geralmente preferem o branco, a despesa extra de fazer um produto colorido provavelmente não vai atrair mais consumidores para a compra, a não ser que eles utilizem um pouco de marketing muito inteligente e eficaz. Mas, mesmo assim, para um produto como este, seria um exagero, a menos que ele realmente fosse um papel muito superior em comparação com a versão branca. Simplesmente, não compensa para os fabricantes.

 

Fonte: Today I Found Out

 

 




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