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terça , 12 de dezembro de 2017
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SECA: Rio das Almas passa por situação crítica e preocupa moradores de Ceres e Rialma

Todos os anos a história da seca se repete, mas nesse mês de setembro já se verifica que a situação poderá ser mais grave este ano, se não começar as chuvas.

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A falta de chuva em Goiás, em especial no Vale do São Patrício já está preocupando moradores das cidades de Ceres e Rialma, o motivo é o baixo volume das águas do Rio das Almas. A estiagem prolongada e a retirada descontroladamente de água por empresas da região e o crescimento das cidades vêm contribuindo para que o nível das águas se apresente 50% menor que o esperado para esse período do ano.  Em certos pontos do rio é possível atravessar sem molhar os pés.

O Rio das Almas é o principal rio da Região do Vale do São Patrício e um dos afluentes da bacia do Tocantins, o Rio das Almas corta os municípios de Pirenópolis, Jaraguá, Uruana, Rianápolis, Carmo do Rio Verde, Ceres, Rialma e Nova Glória. O baixo nível das águas do rio está preocupando moradores, pescadores e membros de associações que lutam pela preservação do seu leito. Para a Associação dos Amigos do Rio das Almas, faltando dois meses para o início das águas, o nível do rio atingiu índice alarmante, podendo levar um colapso em um futuro próximo, como a escassez da água. “Nesses mais de 30 anos que frequento o Rio das Almas, nunca tinha visto uma cena dessas”, comenta um morador da região.

Muitos dos pequenos córregos que alimentam o rio já secaram. De acordo com especialistas, a estiagem é um fenômeno natural e que ocorre sempre diminuindo a quantidade de água. Moradores de Ceres e Rialma afirmam, no entanto, que nunca tinham visto o rio com água tão baixa. “Vamos esperar que Deus possa mandar chuva e o rio volte a ter um grande volume de água”, apontou um morador. Motoristas e pedestre que atravessam a ponte da amizade, que divide as duas cidades, lamentam ver o rio com tão pouco água. “É uma cena triste ver o rio dessa maneira. Sou da época que avistávamos cardumes de peixes subindo o rio. Hoje, lamentavelmente isso já não ocorre. O que vemos agora é apenas pedras e uma água esverdeada, como se já não houvesse mais vida no rio”, lamenta outro morador.




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