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quarta , 20 de setembro de 2017
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Total de presos em operação contra extração ilegal de madeira chega a 35

Subiu para 35 o número de presos durante uma operação da Polícia Federal contra exploração ilegal de madeira, principalmente em áreas de cerrado. Do total, 17 suspeitos foram detidos em Goiás e os demais nos estados de Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Pernambuco, Tocantins e Bahia. Entre eles estão donos e funcionários de madeireiras, carvoarias e siderúrgicas.

De acordo com a PF, também são investigados servidores públicos da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás (Semarh), que podem ter oferecido declarações falsas nos processos de licenciamento ambiental para produção de carvão. A suspeita do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é de que o esquema ilegal tenha causado prejuízos de mais de R$ 500 milhões.

A Operação Metástase foi deflagrada a quinta-feira (5), quando foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Segundo o delegado Sandro Paes Sandre, responsável pelo caso, o número de presos ainda pode aumentar, já que, no total, a Justiça expediu 48 pedidos de prisão temporária, além de 46 mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva.

 (Foto: Divulgação/PF)

(Foto: Divulgação/PF)

“As pessoas que já estão presas, por enquanto, devem permanecer até a próxima segunda-feira [7] na penitenciária. No entanto, pode ser que a força policial peça que as prisões passem a ser temporárias e elas fiquem um pouco mais reclusas”, explicou.  Os detidos estão na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

A Semarh afirma que colaborou com as investigações da PF durante todo o processo e nega que funcionários da secretaria estejam envolvidos em emissão de documentos falsificados.

De acordo com a PF, o grupo desmatava espécies protegidas por lei, como árvores frutíferas e exóticas. Em seguida, falsificava documentos do Ibama, alterando a espécie e origem da madeira transportada. Toda carga era levada até carvoarias, onde eram transformadas em carvão para abastecer a indústria siderúrgica.

A suspeita é de que o esquema ilegal funcionava há, pelo menos, oito anos. “Nós acreditamos que a partir do momento que essa investigação revela os envolvidos e a atuação da organização criminosa, nós cremos que conseguimos estancar um pouco essa movimentação de carvão clandestina para empresas siderúrgicas”, afirmou o delegado Sandre.

Ainda segundo ele, com a falsificação de documentos, os envolvidos chegavam a ganhar quase o dobro do valor que pagavam para obter a carga. “Os transportadores de carvões compravam o produto por aproximadamente R$ 5 mil, mais a licença falsa por R$ 1.500, e aí revendiam o carvão para a siderúrgica por cerca de R$ 12 mil”, ressaltou.

O Ibama informou que vai aplicar sanções administrativas a todas as empresas que comercializavam o carvão ilegal. Serão feitos aproximadamente 300 autos de infração, que totalizam mais de R$ 60 milhões em multas.

De acordo com o delegado, os envolvidos na exploração ilegal dos recursos naturais podem responder pelo transporte e produção ilegal de carvão, falsidade ideológica, estelionato e formação de quadrilha.

Fonte: G1




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